quinta-feira, 15 de setembro de 2011

uma chuva, uma galera, porque não? Eu sempre do tipo: 'gosto de quem for simpático comigo, se não for, eu é que não vou ser', ele do mesmo jeito, mas tava chovendo e porque não? então foi assim que a gente começou a conversar, festas bebedeiras e mais festas, depois disso a gente virou parceiros, muitas conversas, segredos e conselhos, e a gente foi virando amigos, amigos? sempre rolou um clima né? bom a gente se curtia, a gente se dava bem, a gente combinava, porque não? bom um mês juntos, e depois a gente se afastou, mas sempre tivemos aquele contato, incrível como eu sempre precisei dele e ele sempre me apoiou, me ajudou, eu podia ta longe, a gente mal se via, mas o carinho era imenso, mais algumas festas, mais alguns encontros, mais alguns meses passando, até eu receber a noticia de que ele iria embora, eu pensei 'a gente tem que ficar junto, porque ele é diferente' mantendo contato direto, mais uma festa, eu lembro como se fosse hoje, 27 de novembro, mas eu tinha medo de algo sério, e tentei fugir, outra festa, confusão, conversa séria, e decidimos namorar ter algo sério, compromisso, 4 de dezembro. Namoro proibido? não era proibido pra nós, só que o ciumes do meu pai era o meu maior medo, então a gente se cuidava pra se ver, até que ele descobriu, eu fui proibida de um monte de coisas, não saia, e não fazia nada, não pudia ver ele, nem mesmo meus amigos, e mesmo assim eu conseguia dar as minhas fugidas ver todo mundo, e como esquecer do final de ano, nos conversando desejando o melhor ano pra nós, mas ainda tinha o problema com o meu pai, até que um dia eu decidi, conversar, dizer o que eu queria mesmo, e aos poucos meu pai foi liberando, convidando ele pra vir aqui começamos a namorar em casa, tudo o que eu queria, tudo o que todo mundo queria, minha casa era a tua, tua casa era a minha, agente aproveito cada segundo perto um do outro, porque ele iria pro quartel, ficaria longe, bem longe, mil promessas, mil desejos, ele foi, e sabe aquele aperto no coração de ter visto ele colocando a mala dele no ônibus, e ver entrando, eu me senti sozinha, sem chão, como se não tivesse mais ninguém por mim, eu não saia, eu não comia, e a gente conversava todo o dia por telefone, depois de uma semana eu fui pra lá, a gente se viu uns 5 min não era o suficiente, nem o bastante, mas tudo bem, um mês, dois meses e ele veio, que euforia, eu contava as horas os minutos os segundos, a gente se viu a gente dormiu juntinho, fizemos festas, bebemos, se divertimos, ai ele foi de novo, solidão saudade, aperto de ver ele entrando de novo naquele maldito ônibus, ele veio naquele terceiro mês todo o fim de semana, o que foi ótimo, carijo, festas e sempre juntos, foi tudo, quarto mês, e só por telefone e webcam, ele fez as alianças, veio pra cá a gente se viu ficou junto, curtiu, conversou, ele voltou, brigas e brigas, eu não sei, eu nunca sei, só sei que já tomamos banho de chuva, já pulamos igual sapo, ele já andou de pé no chão pra eu ficar com os tênis, já passou frio pra me ver quentinha, já amanhecemos na rua, já acordamos tarde, falamos tanta merda, rimos um do outro, conversamos sério, mimos, carinhos, a gente conversa igual loco, igual bebê, finge que chora, faz piadinhas, já mentimos a hora que a gente chegou da festa, já gritemos muitos palavrões pra quem quiser ouvir, brincamos na pracinha, na piscina, já pulei na garupa, já fizemos muita coisa, já vivemos muito, talvez não o bastante, mas o suficiente pra sermos inesquecíveis um para o outro. quem é ele? Vinícius Rocha.

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